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O que falar deste filme que mal conheço e não sei se amo ou odeio? Okay, eu gosto. Deixemos assim que é justo. O filme conta a história de um filme (sim, de novo isso) lendário produzido nos anos 80 chamado Colinas Sangrentas, do qual foi apagado da memória das pessoas porque foi retirado de cartaz, o diretor sumiu, assim como todos os atores, e só o que restou foi um trailer mal acabado que leva um grupo de jovens à buscar cobrir um documentário sobre a história do longa que os introduz à Alexa, a filha do diretor, uma stripper drogada que os leva aos locais de filmagem, onde eles serão vítimas. Lembra um pouco bastante filme que já falei sobre por aqui, né? Pois é, esse é o estado de Hollywood, sigamos.

Este filme me pegou de surpresa, mesmo sendo completamente previsível. Curioso, não é? Ele tem efeitos especiais muito realistas, bastante gore, um roteiro óbvio mas seguindo um padrão contemporâneo difícil de fugir e uma fotografia bem feita. Mas é isso também. Ele não tem um ponto em especial em que se destaca com folga do restante dos filmes de Terror da atualidade, e isso pode ser tanto um ponto positivo, quanto negativo. Por que, você me pergunta? Porque é melhor tentar ser criativo e arriscar errar o caminho, ou ir por um caminho certo, e acertar, sem ressalvas? É a pergunta do milênio se tratando de cinema.

Quando não se pode inventar a roda, fazer o básico pode funcionar, e é o que acontece com este filme. Ele não peca por excessos, firulas, confusão, porque opta por um caminho conhecido, e se você é um diretor inseguro, mesquinho e sem inventividade ou visão como Dave Parker, pra que tentar se sabe que vai errar? Recado dado, se chegar à ele, me processe. Bom filme, mas custou uma carreira. Abraços cheios de maldade e até a próxima leitor querido.

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