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Cover

10

Crítica

O vocalista principal do One Direction deixa a sua banda de lado e parte para a sua carreira solo para dominar o mundo do Pop com um dos trabalhos mais profundos, poéticos e bonitos dos últimos anos, a obra prima de sua carreira. Este disco não é só o Magnum Opus da carreira de um cantor que era conhecido por músicas acessíveis direcionadas à garotas adolescentes e sua redenção, mas o melhor disco desde To Pimp a Butterfly de Kendrick Lamar até então. Ele tem uma vasta mistura de sonoridades que se espalham pelos quarenta e um minutos de audição, que é prazerosa, limpa e não força a barra para soar diferente de One Direction, mesmo sendo outro nível de musicalidade, senso artístico e maturidade. É um trabalho feito do zero e que não se apega à nenhum padrão previamente estabelecido da carreira de Harry Styles. Começando com “Meet Me in the Hallway” eu senti uma energia Indie, com um notável backing vocal em tom mais baixo feito pelo mesmo e um refrão cativante e com certa progressividade. “Sign of the Times” é a música do ano até agora. Foi escolhida como single principal do trabalho e apresenta uma letra inspirada, performance vocal incrível, versos leves como uma pluma com uma certa melancolia que deixa a música mais emocional e poderosa. É um destaque, não apenas no disco dele, mas na história da música. “Carolina” é estranha e deslocada e parece um plágio do clássico “Stuck in the Middle” no instrumental dos versos, e o refrão é repetitivo e me desagradou. “Two Ghosts” vem pra emocionar, com seu ritmo lento, letra romântica, vocal aveludado e instrumental aconchegante. É uma das melhores músicas do disco e evidencia o talento pra composições de Styles. “Sweet Creature” também é um single e faz jus ao posto, cativando com suas melodias de Pop Rock agradáveis e encantando com a forte interpretação de Harry Styles. É uma música vencedora e que merece aplausos de pé pela composição detalhada e introspectiva, e seu carisma imenso. “Only Angel” lembra muito The Rolling Stones, o que deve ser uma honra para Styles, uma vez que a música não parece ser apenas um refugo que copia a banda, mas sim uma música nova dos Stones, cheia de vida e energia, que contagia e te da vontade de dançar. Já “Kiwi” é um Hard Rock energético e animado, que mostra um lado um tanto agressivo de Styles, que não pode ser visto previamente. Lembra bastante Jack White e Queens of the Stone age, cheia de atitude e com uma pegada inconfundível, se destacando no disco. “Ever Since New York” é a balada do disco, com uma profundidade linda e uma letra doce e reconfortante, além de um refrão que gruda na cabeça e um pouquinho de progressividade, e é bem original, coisa difícil em músicas românticas. “Woman” é uma faixa cheia de Soul, que muda um pouco o parâmetro das coisas. Ela é inferior às demais mas não chega a desagradar. tem seu charme. Fechando o disco temos “From the Dining Table” que me lembrou Pink Floyd no início pelas vocalizações suaves e a doçura do instrumental, que embala este que é o fim de um dos discos mais surpreendentes já feitos, já que vem de um artista que não espero muita coisa. Incrível.

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