Masterplan.Edited-by_Andre.Smirnoff@hotmail.co_.uk_0243

O Masterplan é uma banda formada por ex-membros do Helloween que tiveram dificuldade em achar um vocalista de início, com várias tentativas frustradas, mas quando abordaram o ex-Ark Jorn Lande, um norueguês inspirado em Dio e Coverdale, deu liga e a banda estava formada. Logo eles começaram a lançar os discos do que seria uma polêmica porém prolifera, comercialmente, carreira, aqui você acompanha um pequeno review da instável discografia da banda e tentarei expor minha opinião da maneira mais simples e franca possível para fácil entendimento e principalmente, pra ser direto mesmo. Vamos ao trabalho.

Masterplan (2003)

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6

O primeiro disco da banda não poderia ser mais confuso. Ele tem momentos de altíssimo nível como a poderosa “Into the Light”, momentos de masturbação instrumental como em “Crawling from Hell”, com uma agressividade pouco explorada na voz de Jorn em sua estadia no Ark, e finalmente momentos de Power Metal puro e tradicional como em “Kind Hearted Light”, que remetem diretamente à Helloween, mas eles contrastam com algumas faixas desastrosas que não me permitem dar uma nota maior que um 6.0/10 para o vindouro disco do supergrupo.

Aeronautics (2005)

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8

Dois anos depois a banda lançou seu Magnum Opus, com faixas incríveis e mais progressivas como a melódica e cadenciada “Headbanger’s Ballroom”, a emocional e inspiradora “Wounds”, no épico maravilhoso com a melhor performance vocal da carreira de Jorn “Black in the Burn”, que beira os dez minutos, a balada ao melhor estilo Helloween “I’m Not Afraid”, que vai crescendo em intensidade mas mantém a sua essência, a extraordinária e pesadíssima “Into the Arena”, que empolga demais com sua melodia impetuosa e cheia de atitude, e por fim, mas não menos importante, a técnica “Dark from the Dying”, que explora bem os vocais de Jorn e tem um primoroso trabalho nos teclados. Não é atoa que este foi o disco que colocou a banda no mapa e os nomeou um dos nomes mais importantes do movimento da época chamado Europower.

MK II (2007)

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4

Com a saída de Jorn por divergências artísticas eles convidaram o ex-vocalista do Riot, Mike DiMeo, para a banda e um clima de mistério cercou o terceiro trabalho dos gigantes do Power Metal europeu. Ninguém imaginava se vinha por aí uma bomba ou uma obra prima, e infelizmente a pior das expectativas se concretizou. Em seu pior álbum até 2017, a banda se mostra insegura e sem o mesmo vigor, com refrãos menos cativantes e instrumentais simplificados. Destacam-se poucas faixas, mas dentre elas posso citar a alegre “Keeps Me Burning”, a épica faixa que da nome à banda, “Masterplan” e a veloz “Warrior’s Cry”, que desponta como o que há de melhor neste nebuloso disco.

Time to Be King (2010)

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7

Jorn volta para dominar os vocais em 2010 e eles lançam um disco curioso, com elementos do começo da carreira da banda e algumas nuances novas, ainda inexploradas, e não é que da certo? A volta de Jorn traz o Masterplan de volta a sua Era de Ouro e eles lançam um disco repleto de músicas marcantes. O ótimo single “Time to Be King” é a primeira música que vem em mente. Provavelmente por ser o maior sucesso comercial do Masterplan. Mas outras músicas chamam a atenção logo de cara como a tradicional e pesada “Far from the End of the World” que novamente remete aos bons tempos de Helloween e tem um refrão chiclete, a melódica e pé no chão “Lonely Winds of War”, o clássico instantâneo “Blue Europa”, que levanta o clima do disco e tem uma velocidade considerável e a progressiva “The Black One” que finaliza por hora a boa fase do Masterplan.

Novum Initium (2013)

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5

Jorn Lande sai da banda mais uma vez e eles chamam o pouco conhecido Rick Altzi para assumir o vocal, mas apesar das composições serem boas, ele não parece ser um vocalista à altura de um nome da magnitude do Masterplan, com muitas limitações vocais e o repetido uso das mesmas notas, além de um timbre por vezes fanho, o que pode incomodar fãs do Masterplan de Jorn. Mesmo assim, algumas músicas se sobressaem e tendem a agradar o ouvinte. “The Game” é uma delas. Dona de um excelente instrumental e uma esforçada performance vocal, eu ficaria em uma sinuca de bico se não falasse pra vocês que ela me cativa. “Betrayal” também tem um ótimo refrão e é de fácil assimilação, sendo a escolha certa pra ouvir as habilidades do novo vocalista. Finalmente chegamos à “Return from Avalon”, que tem um bom ritmo, com seus riffs cadenciados e pré-dispostos de forma que ela pareça um hino de Metal, com direito a teclado caprichado e uma boa interpretação de Altzi, e é com ela que eu finalizo (por enquanto) a discografia do Masterplan.

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