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Sinopse

Em um futuro próximo, um cansado Logan cuida do doente Professor Xavier em um esconderijo na fronteira mexicana. Mas as tentativas de Logan de se esconder do mundo e de seu legado são interrompidas com a chegada de uma jovem mutante, perseguida por forças sombrias.

Crítica

É, 2017 está se mostrando o melhor ano para filmes da década. Logan mostra um Wolverine velho, cansado, com seus poderes falhando, a beira de se tornar um mortal, acompanhado do Professor Xavier e um novo mutante pelo menos para os filmes ele vive em um abrigo, refugiado em um mundo aparentemente sem mais mutantes, com os X-Men exterminados à uma década e apenas revistas em quadrinhos baseadas em suas aventuras de memória, um Logan mais humano, que assume suas falhas e fraquezas apesar de continuar turrão como sempre, até que aparece Laura em sua vida, uma garotinha que foi submetida a inserção óssea de adamantium assim como ele e está sendo perseguida por um grupo de militares liderados por dois homens que querem o mesmo que o Pink e o Cérebro, dominar o mundo. O filme adota uma linguagem adulta, inédita em filmes inspirados por personagens da Marvel (que não o fez, deixando a parceira Fox tomar conta), cheia de palavrões e violência extrema, e quando eu digo extrema, é extrema mesmo, com cenas de decapitação, desmembramento, ossos quebrados, rostos sendo atravessados… tem de tudo. Com o andar da carruagem o filme vai ficando mais triste e melancólico a cada segundo, e a busca por um suposto lugar chamado Éden, onde outros mutantes mirins podem estar escondidos, parece cada vez mais distante e improvável de ser concluída. Efeitos especiais magníficos embalam este filme de Ação e Drama que leva a adrenalina e a emoção aos limites com sua narrativa veloz, agressiva e pesada, um design de produção incrível, fotografia linda e uma edição fantástica, com uma atuação extraordinária de Hugh Jackman, que finalmente está em um filme que Deadpool aprova, com a interpretação mais profunda, emocional e verdadeira de sua carreira, digno de uma indicação ao Oscar, diga-se de passagem, e mais uma atuação fenomenal de Patrick Stewart que tem que morrer esse ano pra ver se depois de tantas interpretações matadoras em sua carreira ele é finalmente reconhecido pela Academia por sua contribuição, assim como aconteceu com Heath Ledger. Existem momentos do filme que me deixaram boquiaberto, principalmente onde Hugh Jackman brilha e exibe o seu maior potencial, como quando ele toma a seringa completa do seu remédio, ou quando ele luta pela primeira vez com seu clone (sim, um clone). Suas reações, seus ferimentos, suas falas, seu comportamento, é tudo muito realista e humanizado, imposto com clareza por Hugh Jackman, e a produção é tão fantástica que conseguiu reunir esse elenco de primeira, fazer o melhor roteiro da história dos filmes da Marvel e ainda eternizar o Wolverine como seu melhor e mais nobre herói em  um filme de fim extremamente emocional e que nos ensina a nunca sermos o que querem que sejamos, mas sim aquilo que estamos destinados a ser, com Logan nos dando essa lição no momento mais crítico e crucial do longa. Este filme vai entrar pra história dos filmes de super-herói, por renovar a ideia e os limites cabíveis de classificação etária revolucionando aquele estigma de que filmes sérios de super-heróis tem que ser um exemplo para as crianças, e não para os adultos.

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