A-Casa-dos-1000-Corpos-2003-6

stars-4

Sinopse

Na década de 70, dois casais estão fazendo uma viagem em busca de diversão. Ao parar em uma loja de horrores na beira de uma estrada, eles conhecem a história do Dr. Satan (Walter Phelan), um famoso médico que matava suas vítimas aos poucos. Dr. Satan foi preso e enforcado, mas nunca encontraram seu corpo. Animados com a história, os jovens decidem visitar a árvore onde Dr. Satan foi enforcado para tentar descobrir onde está seu corpo atualmente.

Crítica

Um Slasher místico e distorcido de Rob Zombie que abriu novas fronteiras e redefiniu o estilo misturando a velha fórmula de uma família de psicopatas de O Massacre da Serra Elétrica, com misticismo e lendas usando a estranha história de um serial killer chamado Dr. Satã, que fazia experimentos terríveis com suas vítimas em um hospital psiquiátrico. A historia é focada em dois casais que viajam fazendo um documentário dos horrores da estrada durante o dia de Halloween e acabam nas mãos da violenta família Firefly, liderada por Otis, um sádico psicopata com gosto por necrofilia, capitão Spauding, um nojento palhaço com instintos assassinos e Baby, uma jovem maníaca interpretada por Sheri Moon Zombie, a filha do diretor e o próprio Dr. Satã, que espreita o subsolo da casa com suas experiências, todos adeptos de rituais satânicos e magia negra. O roteiro é bem escrito e nada clichê, usando de elementos clássicos do Horror juntos ao pós-modernismo, criando um novo sub-gênero sem nome que ainda não foi alcançado novamente em termos de ideologia por outros filmes que tentaram. Rob Zombie é um visionário, tanto no Metal Industrial, quanto no cinema de Horror, tendo errado somente no segundo remake da saga de Michael Myers. Ele tem um jeito único de edição que fica alternando entre eventos que estão acontecendo no momento e flashes mostrando a psicopatia dos personagens e pornografia, deixando um gostinho de bizarro em sua obra, que é acima de tudo criativo e perturbador, com inúmeras cenas de violência extrema e sadismo incomparável, com gosto pelo oculto e um dos vilões mais icônicos do século 21. O resultado final é um filme que se encontra em uma tênue linha entre o insano e o macabro e que cria personagens valiosos, que são reaproveitadas em uma continuação, o clássico moderno Rejeitados pelo Diabo. Bom trabalho Zombie.

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